You are currently browsing the Guia do Gerente de Produtos 2.0 blog archives for May, 2010


Diferenciação de Produtos Web (Parte II)

Completando o post anterior, outro critério que muitos consideram ser seu diferencial estratégico é a qualidade do produto oferecido.

Embora qualidade seja fundamental para qualquer produto ou serviço oferecido, qualidade é algo relativo: segundo sua definição, qualidade significa adequação e conformidade às exigências do cliente.

Como cada cliente possui exigências distintas, um produto de qualidade para um cliente pode não ser adequado para outro cliente.

Outra questão a respeito da qualidade é que, obviamente, todos os players do mercado almejam, em algum momento, ter um produto de qualidade (caso ainda não tenham). Assim, ainda que seu produto seja, atualmente, o único produto de qualidade (para a maior parte dos clientes) no mercado, este não é um diferencial competitivo de longo prazo.

A tendência é que, no longo prazo, todos os players tenham produtos de qualidade, com as features que atendam às necessidades dos clientes e com o preço que os clientes estão dispostos a pagar.

O que então define um diferencial estratégico de longo prazo?

Diferenciação de Produtos Web

Ao desenvolver um produto, é função do Gerente de Produtos (em conjunto, obviamente, com todos os stakeholders), definir qual será o diferencial do produto em relação ao mercado. Os clientes se manterão fiéis ao seu produto somente se ele tiver um diferencial competitivo sustentável em relação aos demais concorrentes do mercado, e, mais que isso, em relação a outros produtos substitutos, ainda que não concorrentes diretos de seu produto. É esta diferenciação que torna um produto sustentável e, no final das contas, garante sua rentabilidade.

Dois exemplos clássicos de tentativa de diferenciação de produtos são:

  • A diferenciação por preço – seu produto é parecido com os demais do mercado, mas você consegue vendê-lo a um preço menor – não é sustentável no longo prazo: algum concorrente com mais recursos eventualmente poderá oferecer o produto a um preço mais baixo que você, e, após um tempo de disputa, um dos dois irá chegar ao seu limite de preço baixo e assim deixará o outro vencer. É uma estratégia arriscada, em que só há lugar para um player no mercado, e este pode não ser você! É uma estratégia válida caso seu objetivo, no curto prazo, seja mesmo subsidiar o produto para tentar deliberadamente tirar um concorrente do mercado, mas não se sustenta no longo prazo, além do risco.
  • Diferenciação por quantidade de funcionalidades que o produto possui. Uma ferramenta de e-mail que tenha calendário, por exemplo, é melhor que uma ferramenta que não tenha (será mesmo? Quantas pessoas – em seu público-alvo – usam o calendário?). Por um lado, ter mais funcionalidades torna o produto mais complexo, o que pode prejudicá-lo; por outro, em pouco tempo os concorrentes poderão desenvolvê-la também. Por mais que desenvolvedores muitas vezes discordem, hoje em dia, com a tecnologia à disposição, principalmente no mundo web, é possível fazer/copiar qualquer coisa. A tecnologia e as funcionalidades são diferenciais temporários, porque em breve alguém irá copiar seu produto (claro, somente se ele for bem sucedido, se ele fracassar, você não corre o risco de ser copiado! ;) )

Enfim, há diversas de se diferenciar um produto, algumas mais eficientes, outras menos, e, nos próximos posts pretendo abordar algumas formas de diferenciação que acredito serem mais interessantes para produtos web.

Deixe aqui nos comentários deste post sua opinião sobre qual a melhor forma de diferenciar seu produto web!

Case aplicação dos conceitos de Lean Startup

Aqui vai um exemplo de successo da aplicação dos conceitos de Lean Start up.


Switch to our mobile site