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#BoS2009 – Dez Dicas para Produtos de Sucesso, segundo Don Norman

A palestra de Don Norman baseou-se no conteúdo de seu livro “The Design of Everyday Things” e explicou que não basta o produto ter uma boa usabilidade, o importante é que a experiência do usuário com o produto seja positiva, em todos os aspectos. Aqui vão suas 10 dicas:

  1. O sucesso está relacionado com a experiência do usuário com o sistema como um todo, não somente com o produto

  2. Preocupe-se com o “design” do sistema como um todo; embora seu produto possa depender de terceiros, é importante que uma boa experiência do usuário com todas as dependências do sistema (ex: o iTunes complementa o iPod; a Amazon.Com complementa o Kindle; mesmo que os sites não fossem feitos/vendidos pelo mesmo fabricante, a preocupação deles tem que ser com o processo todo)
  3. Tudo é serviço, mesmo produtos físicos dependem da loja, do vendedor, do atendimento, do suporte técnico, etc
  4. Tudo é produto! Não é contraditório, mas a idéia é diminuir as diferenças entre produtos e serviços. Para quem fábrica um caixa eletrônico, é um produto; para quem usa, é um serviço. Os dois conceitos se complementam, sempre!
  5. Não seja muito lógico: as emoções controlam a experiência e a memória. Se seu produto tem coisas ruins (filas na Disney, por exemplo), faça com que a experiência com elas seja boa e fique na memória dos usuários (filmes, personagens, diversão na fila).
  6. O que fica na memória é mais importante do que o que acontece de fato, ou melhor, a percepção dos usuários é mais importante do que a experiência real em si. Garanta que o início e o término da experiência do usuário com seu produto sejam boas, e deixe as coisas ruins (se não puder evitá-las) para o meio. Se o usuário terminar com uma boa experiência, esquecerá que o início foi mais doloroso.
  7. Ser complexo não é ruim; ruim é ser complicado – a complexidade se resolve com a sistematização e a organização; as coisas complicadas, não se resolvem!
  8. Prepare seu produto para o mundo real – trabalhe próximo de seus clientes, teste, faça de forma ágil, iterativa; observe o mundo; observe seus clientes – não se isole ao desenvolver um produto!
  9. Prepare seu produto para ser usado para pessoas – preocupa-se com o lado humano, sensações, emoções.
  10. O sucesso está relacionado com a experiência do usuário com o sistema como um todo, não somente com o produto (este ponto é tão importante que merece ser repetido!)
It’s all about the experience!

Novo dominio www.gerentedeprodutos.com.br

Atendendendo a pedidos, o Blog tem um novo domínio!

http://www.gerentedeprodutos.com.br/

(Não sei se afeta os que assinam RSS… ainda vou testar isso… mas espero que não!)

#BoS2009 – Tendências para o Futuro segundo Paul Graham

Paul Graham, da Y Combinator, apresentou 21 tendências para o futuro, em quais negócios ele apostaria no próximo ano, e 5 em que ele não apostaria:

  1. Inovação – ainda há muito espaço para inovação na área de software
  2. Software – o mercado de software ainda não está saturado e ainda deve dar bons frutos por muito tempo
  3. Mercados eficientes – há muito que se explorar das ineficiências do mercado (por exemplo, até um tempo atrás era difícil de se anunciar aluguem de quartos em residências, agora, com a Internet, isso é muito mais viável)
  4. Medidas – Você é o que você mede, mas lembre-se de medir as coisas certas
  5. Estados Unidos – é ainda um país que dá oportunidades para o empreendedorismo, e, apesar da crise e do crescimento de outras economias, ainda será o principal foco do empreendedorismo. O Japão não desbancou os EUA nos anos 80, e a China não desbancará agora, já são bons em produção barata, não em inovação.
  6. Vale do Silício – ainda é e será o centro do mercado de inovação tecnológica e empreendedorismo
  7. Pequenas empresas – as grandes empresas não são tão eficientes como se pensava; pequenas empresas são menos burocráticas e permitem mais relacionamentos e isso as torna eficientes. Tecnologia muito boa pode ser produzida com poucas pessoas; não é como numa fábrica!
  8. Desequilíbrio Econômico – gerará ainda grandes oportunidades
  9. Lei de Moore – continua válida e relevante
  10. Telas – as pessoas passarão cada vez mais tempo na frente de telas (computador, jogos, TV, celular, etc)
  11. Aplicações server based – cloud computing e SaaS são o futuro do software
  12. Ótimo serviço de atendimento ao cliente – é cada vez mais fácil mudar de fornecedor, e cada vez mais fácil publicar opiniões negativas sobre um fornecedor. Bom relacionamento é o caminho!
  13. Coisas aparentemente inúteis ou não-sérias – Facebook, Twitter, etc. representam grandes oportunidades
  14. Linguagens de programação – sempre que surgem novas linguagens de programação, elas trazem novidades e resolvem deficiências das anteriores; é importante acompanhar e usar as novas linguagens
  15. Open source
  16. Linux – dificilmente vencerá no desktop (embora sem dúvida é vencedor do lado do servidor), uma vez que no mundo open source é dificil que haja preocupação com o design, que é o grande diferencial do Windows e do MAC por exemplo
  17. iPhone – mobile é uma tendência e o iPhone é o vencedor; outros sistemas operacionais não vingaram e mesmo para o Google, em que mobile não é core business, a tendência é o que o Android não se destaque
  18. Design – bom design é o que agrada, e portanto é o que vende
  19. Real-time – aplicações em tempo real serão cada vez mais importantes (Twitter, Google Wave, etc)
  20. Financiamento por Venture Capitals – fundos de risco precisam investir para girar seu capital e trazer retorno aos investidores, portanto estarão sempre em busca de novidades para investir
  21. Fundadores de startups – empresas que foram compradas e demitiram seus fundadores se deram mal; é mais fácil um fundador técnico aprender de negócios que um investidor capitalista aprender tecnologia

E aqui as cinco tendências em que ele não apostaria

  1. Credenciais dadas por instituições – certificações, diplomas, etc. não são garantia de sucesso, nem de que alguém é mais preparado para algo do que outra pessoa
  2. Escolas de negócios (MBAs) – formam gerentes, não empreendedores; forma pessoas preparadas para a produção, não para a criação e o design
  3. Governo – setor privado está cada vez mais pulverizado, com pequenas empresas, e portanto mais distante do governo do que as grandes corporações; estrutura das startups é muito diferente da estrutura do governo
  4. Copyright – batalha perdida para as gravadoras, editoras, etc.
  5. Qualquer coisa que dependa de um fluxo restrito de informações – a troca de informações é catalisa a inovação

Anotações “oficiais” da palestra: http://wiki.businessofsoftware.org/Paul-Graham-on-Trends-for-the-future

Business of Software 2009 #BoS2009

Na última semana estive na conferência Business of Software, em São Francisco (EUA). Foi sem dúvida o melhor evento a respeito de desenvolvimento de produtos, empreendedorismo, experiência do usuário de que já participei, com palestrantes de alto nível, conteúdo muito bom e organização impecável. Nos próximos posts vou comentar algumas das apresentações, mas aqui vai uma prévia da lista de apresentações e palestrantes:

- Geoffrey Moore – fundador da consultoria TCG Advisors e autor de diversos livros importantes, que falou sobre estratégia competitiva e inovação

- Paul Graham – da Y Combinator, uma firma especializada em financiar startups, autor de livros sobre startups e autor de diversos artigos sobre startups de tecnologia, que falou sobre tendências para o futuro, com base em suas experiências com as startups que sua empresa está incubando.

- Heidi Roizen – empreendedora e atualmente diretora da Mobius Venture Capital, empresa de venture capital, que falou sobre a mentalidade dos venture capitalists e sobre quando faz ou não sentido para uma startup pedir recursos para este tipo de financiador

- Dharmesh Shah – empreendedor, autor do blog OnStartups, fundador da HubSpot, uma empresa de marketing de Internet e autor de livro sobre inbound marketing, falou sobre como atrair visitantes e clientes para seu site.

- Mat Clayton – especialista em mídia social, falou sobre como aproveitar as redes sociais, blogs, Twitter, etc para se envolver com a comunidade de clientes

- Donald Norman – autor de diversos livros sobre experiência do usuário e design, sócio do Nielsen Normal Group e professor da Northwestern University, University of California, que falou sobre como a experiência do cliente/usuário é importante na concepção de um produto

- Ryan Carson – da Carsonified, que é empreendedor junto com sua esposa numa empresa que desenvolve sites e eventos, e que falou sobre criatividade, envolvimento dos funcionários e amor ao produto/cliente.

- Paul Kenny – consultor em vendas da Ocean Learning, que já deu treinamento em diversas empresas, e falou sobre a importância da função comercial que cada um deve ter, não apenas o departamento comercial, e deu dicas sobre como se vender um produto contanto histórias.

- Chris Capossela – vice-presidente Sr de Produtos da Microsoft, que falou sobre a experiência da Microsoft em produtos que fizeram sucesso, como o XBOX e de produtos que fracassaram, como o Office Accounting 2007

- Neil Davidson – fundador da RedGate, organizador da conferência e responsável pelo blog da conferência, que falou sobre precificação de produtos.

- Kathy Sierra – desenvolvedora e autora de diversos livros sobre desenvolvimento, falou sobre como ter usuários que se apaixonam por seu produto, o tema de seu blog.

- Jennifer Aaker – professora de marketing na universidade de Stanford, falou sobre seus estudos sobre a importância da felicidade no ambiente de trabalho numa startup ou no desenvolvimento de produtos

- Michael Lopp – autor do blog Rands in Repose, sobre tecnologia e gestão de pessoas, autor do livro Managing Humans, que falou sobre gestão de pessoas, projetos e clientes

- Luke Hohmann – da Enthyosis, falou sobre como sua consultoria aplica jogos para testar produtos, resolver questões organizacionais e relacionar-se com clientes

- Joel Spolsky – fundador da FogCreek Software, autor do blog Joel on Software e da série de livros com o mesmo nome, e também sponsor da conferência, falou sobre simplicidade e complexidade e sobre as escolhas que devemos ou não dar aos nossos clientes

Além das sessões de Pecha Kucha feitas por pessoas do próprio público que haviam se inscrito com antecedência.

Em breve mais detalhes sobre cada palestra!


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