O choque causado pela crise econômica há cerca de 1 ano atrás poderia ter dado início a um período sem inovações nas empresas, afinal, como se preocupar em inovar se sua principal preocupação era simplesmente sobreviver à crise?
Na verdade, um ano depois, ficou claro que inovar nunca foi tão importante. Empresas como Amazon.Com, IBM e Procter & Gamble, que continuaram a focar em inovação, no meio da crise, estão melhor posicionadas para se colocar bem a frente de seus concorrentes.
Muitas empresas estão reavaliando seus investimentos em inovação, e a boa notícia é que nesta área menos é realmente mais (quantas vezes nas últimas décadas empreendedores com poucos recursos criaram inovação disruptivas que desbancaram grandes empresas, repletas de dinheiro e talentos à sua disposição?). O problema da inovação em grandes empresas é justamente a abundância: tudo requer muita paciência, muito investimento, muitas pessoas.
Uma estratégia de inovação não pode ser programada - planejamentos trimestrais não acompanham o ritmo de mudanças diário na área de inovação.
Restrições estimulam a inovação - times pequenos são mais ágeis, orçamentos apertados forçam decisões mais rápidas e milestones frequentes facilitam a mudança de foco mais rápida que caracteriza o processo de empreendedorismo.
Há duas opções para as empresas inovarem: uma, é claro, deixar que pequenas empresas inovem e comprá-las depois (isso obviamente implica em ter que pagar um prêmio elevado pela aquisição), e outra, que faz mais sentido, é desenvolver a inovação orgânica na estrutura da empresa, levando em conta os seguintes seis componentes:
- uma estratégia de inovação que detalhe objetivos, táticas e recursos
- processo iterativo que vai atrás e modela novos negócios
- estruturas que suportam o desenvolvimento de idéias inovadoras
- processos que impeçam que a empresa se acomode com seu core
- uma linguagem comum que permita o alinhamento corporativo
- métricas que auxiliem a direção da empresa a acompanhar os esforços de inovação
Mais do que acabar com a inovação, a crise demonstra a importância de inovar para sobreviver.
Baseado no artigo "After Lehman: How Innovation Thrives In a Crisis" de Scott Anthony, em seu blog no site da Harvard Business Publishing.
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