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Reforce a Comunicação de seu Produto

Se você quer ser um mal Gerente de Produtos, assuma que uma vez é suficiente para comunicar qualquer coisa importante. Se as pessoas participam de uma reunião ou lêem seus e-mails, elas devem prstar atenção no que foi comunicado e entender o que isso representa para elas. Por que você deveria dizer qualquer coisa mais que uma única vez? Se as pessoas escutam ou leêm e ainda não sabem de algo, é culpa delas por não prestarem atenção suficientemente.

Se você quer ser um bom Gerente de Produtos, reforce sua comunicações através de múltiplos caminhos. É claro, seria simpático que você tivesse que dizer as coisas somente uma vez e que todos na organização entendessem, aceitasse e pudessem passar para frente a mensagem. Infelizmente, isto simplesmente não é possível.

Como John Kotter

Comprometimento vs. Envolvimento

Adapte suas práticas de Gestão de Produtos

Se você quer ser um mal Gerente de Produtos, siga dogmaticamente as regras de gestão de produtos. Aprender um framework de gestão de produtos e se fixar a ele de toda forma. Gerentes de Produto devem se fixar às suas metodologias e nunca desistir. Líderes conhecidos, autores e consultores são especialistas e você deve seguir seus conselhos sem questionar.

Se você quer ser um bom Gerente de Produtos, adapte suas práticas de acordo com a organização e com a situação. Gestão de Produtos não é (ainda) uma ciência avançada. Ao invés de leis e regras, temos orientações e experiências para nos guiar. Embora seja do melhor interesse do Gerente de Produtos identificar e seguir as melhores práticas sempre que for possível, estas não são regras absolutas. O que funciona efetivamente numa organização pode não funcionar em outra, e um bom Gerente de Produtos precisa identificar o que fará com que ele seja mais efetivo e mudar de tática conforme a necessidade.

Marty Cagan defende que o “modelo de gestão de produtos” que melhor funciona numa organização depende de vários fatores, incluindo o tipo de produto, o processo de desenvolvimento de produto, o papel da gestão de produtos, o tamanho da organização e a cultura da empresa. Além disso, é importante perceber que estes elementos são interrelacionados também. Por exemplo, o “melhor” processo de desenvolvimento de produtos para uma organização dependerá destes fatores. O que funciona bem para uma empresa grande, formal com uma gestão de produtos estabelecida pode não funcionar bem para uma empresa pequena e informal, onde a gestão de produtos ainda está engatinhando.

Muitos Gerentes de Produto – especialmente os mais novos – estão procurando um guia detalhado sobre o que fazer para se alcançarem o sucesso na gestão de produtos. Infelizmente, não temos uma receita ainda, e parece improvável que viremos a ter no futuro próximo, dada a quantidade de variações que existem. Aqueles que esperam ter um plano detalhado geralmente se sentem frustrados com a falta de direcionamento e temem estar falhando eu seus deveres de Gerentes de Produtos.

Como Gerente de Produtos, você não deve procurar pelo modelo ideal ou se sentir culpado caso não esteja fazendo as coisas da maneira exata que os especialistas / consultores / autores / blogueiros (incluindo este!) descrevem. Em vez disso, foque-se em entender as necessidades da organização e do mercado, e colocar-se em posição de ter o maior impacto.

  • Talvez o tipo de documento de requisitos que funcione “melhor” à sua situação seja diferente daquela que o treinamento descreveu; o que realmente importa e se irá atender às necessidades dos engenheiros e do resto do time.
  • Talvez em sua análise de Ganhos/Perdas você não possa seguir uma estrutura tradicional devido à natureza com que seus clientes tomam suas decisões de compra; o que realmente importa é que você possa coletar os dados relevantes que permitirão que você melhore seu produto e seu processo de vendas.
  • Talvez você não consiga adotar todos os aspectos de sua metodologia de gestão de produtos favorita de uma vez; o que realmente importa é se você está focando nas áreas que terão o maior impacto inicial.

Estes itens não devem ser vistos como falhas que precisam ser corrigidas. Ao contrário, elas variam de acordo com a natureza da situação e representam a melhor resposta possível.

Independentemente da situação, Gerentes de Produto devem sempre focar em melhoria contínua, possivelmente mesmo ao desenvolverem um plano que enderece áreas em quais eles devem focar. Um bom Gerente de Produtos se concentrará menos em se comparar com outros Gerentes de Produto, e mais naquilo que é melhor para a a empresa, para o time de desenvolvimento de produtos, para o mercado e para os consumidores.

Esta é uma tradução livre do conteúdo escrito por Jeff Lash (http://www.jefflash.com/) no How To Be A Good Product Manager (http://www.goodproductmanager.com/)

O Dilema do Inovador

Já tinha lido há algum tempo atrás, durante a pós-graduação em Administração de Empresas, o livro The Innovator’s Dilemma: The Revolutionary Book that Will Change the Way You Do Business (Collins Business Essentials) de Clayton M. Chistensen, Professor de Administração de Negócios da Harvard Business School.

Em seu livro ele discorre sobre o que é e quais os tipos de inovação no desenvolvimento de produtos de tecnologia, quais as oportunidades para que uma start-up inove. Em seguida ele análisa porque uma empresa, à medida que vai se tornando maior, tem sua capacidade de inovar comprometida, o que abre espaço para entrada de novos players que podem vir a prejudicar seu crescimento.

O livro é bem interessante, e recentemente recebi a dica de um post que resume bem o livro: http://dmix.ca/2008/07/finding-a-disruptive-business-opportunity/

Recomendo para todos os responsáveis pela criação de produtos em suas empresas.

Não ter reclamações não significa ter sucesso

Se você quer ser um mau Gerente de Produtos, assuma que a falta de reclamações significa que seu produto é um sucesso. Há montes de clientes utilizando seu produto, então, quando você inclui uma funcionalidade ou faz alguma mudança e não ouve reclamações, isto querer dizer que está indo tudo bem. Se algo estivesse realmente impossível de ser usado, ou quebrado, ou não atendesse às necessidades de seus clientes, você ficaria sabendo. É muito mais fácil simplesmente fazer uma mudança ou incluir algo ao produto e esperar para ouvir o feedback do que fazer uma série de pesquisas e testes antecipadamente – isto seria somente perda de tempo, não?

Se você quer ser um bom Gerente de Produtos, procure proativamente por feedback ao invés de esperar por reclamações. Falta de reclamações não significa que você tem um produto fantástico – significa apenas que você não recebeu reclamações.

Esperar os clientes reclamarem é problemático por várias razões:

  1. Não são todos os clientes que reclamam. Pense em todos os produtos que você usa diariamente, e nos problemas que você encontra em cada um deles. Pode haver um botão confuso em seu celular, uma mensagem de erro estranha no site de seu banco, ou uma alça escorregadia em algum acessório de cozinha. Quantas vezes você encontrou em contato com a organização responsável pelo produto para dizê-lo? Apesar das diversas formas de reclamar – desde os métodos tradicionais, como contatar a empresa diretamente, aos métodos mais modernos de expressar sua frustração como o Twitter ou algum site de avaliação de produtos – a maior parte dos clientes não faz o esforço de mandar este feedback direta ou indiretamente para a empresa. Um Gerente de Produtos que simplesmente espera ouvir algo dos clientes insatisfeitos irá ouvir apenas sobre uma fração dos problemas de apenas uma fração dos clientes. Para cada cliente que verbalmente reclama, há provavelmente dezenas ou centenas de outros que se mantêm silenciosos.

  2. Falta de reclamações pode significar falta de clientes ou usuários. Embora gostaríamos de pensar que falta de feedback significa falta de problemas, frequentemente falta de feedback significa falta de base de usuários para prover feedback. Quando um Gerente de Produtos adiciona uma nova funcionalidade em um produto, e não ouve reclamações sobre a funcionalidade, pode assumir que a funcionalidade é um sucesso e que o fato de o serviço de atendimento ao cliente não ter recebido nenhuma reclamação é porque está funcionando perfeitamente. Infelizmente, pode ser tão provável quanto isso que ninguém esteja usando esta funcionalidade, e assim ninguém teve a experiência de usá-la para poder reclamar. Se há apenas um pequeno número de clientes usando a nova funcionalidade, confiar em suas reclamações pode trazer um feedback bem parcial.

  3. Quando alguém resolve reclamar, geralmente já é tarde demais. Embora os dois pontos anteriores mereçam atenção, esta é a na verdade a razão mais importante para não ficar simplesmente esperando por reclamações. Para produtos físicos, mudanças num produto depois que ele está no mercado podem ser extremamente caras e difíceis de retificar. Do ponto de vista puramente financeiro, é responsabilidade do Gerente de Produtos tentar produzir o melhor produto e assim evitar mudanças custosas. Entretanto, mesmo para produtos baseados em web, que podem ser modificados muito rapidamente e sem custo alto, esperar pelas reclamações dos clientes é uma abordagem ultrapassada no desenvolvimento de produtos. É claro, pode ser gratificante (embora superficial) poder dizer que você é capaz de responder rapidamente aos problemas levantados pelos clientes, mas não seria melhor evitar estes problemas antecipadamente? Você prefere comprar um carro de uma empresa que ouve suas reclamações e reage quando seu carro tem problemas, ou de uma empresa que produz um carro que não tem problemas e nem precisará que você reclame?

Em última análise, não importa o quanto uma empresa se esforce para tratar problemas e atender necessidades, as pessoas irão reclamar, e os Gerentes de Produto podem se beneficiar ao ouvir e entender estas reclamações. No entanto, quando uma reclamação legítima é detectada, mais do que simplesmente reagir, os Gerentes de Produto devem se perguntar “Por que não descobrimos isso antes?” A reclamação é ligada a algo que o time deveria ter sabido antes? Uma melhor compreensão das necessidades do cliente teria ajudado a prevenir o problema? Design melhor e teste de usabilidade teriam identificado o problema? Será que um defeito apareceu no caminho do produto final? Sabíamos do problema e simplesmente esperávamos que não fosse percebido? Como chegamos neste ponto – o cliente teve que reclamar para percebermos que algo não estava certo?

Reclamações são uma fonte valiosa de informação que pode ser usada para melhorar seu produto, embora caso elas devam ser apenas uma das fontes e devem ser usadas com cautela. Gerentes de Produto precisam ser pró-ativos ao coletar feedback de clientes e prospects através de atividades como testes de usabilidade, análise de ganhos/perdas, visitas a clientes, entrevistas observacionais, e outros tipos de pesquisas qualitativas e quantitativas. Mais do que apenas esperar por reclamações e respondê-las, Gerentes de Produto devem estar focados em preveni-las e encontrar sua causa raiz quando elas surgirem.

Esta é uma tradução do conteúdo escrito por Jeff Lash (http://www.jefflash.com/) no How To Be A Good Product Manager (http://www.goodproductmanager.com/)

Como vender mais pelo seu site?

A Locaweb, empresa em que trabalho, tem tido boas iniciativas para melhorar a experiência do usuário em seus sites e sistemas, obviamente com a intenção de facilitar a navegação, a compreensão de seus serviços, e assim, melhorar as vendas.

Temos lido muito material, acompanhado blogs, artigos e livros sobre o tema e sobre como desenvolvedor produtos que satisfaçam os clientes da melhor forma possível. Afinal, a melhor propaganda para um negócio é aquela feita por clientes satisfeitos. E a pior propaganda contra um negócio é aquela feita por clientes insatisfeitos!

Recentemente postamos em nosso Blog de Experiência do Usuário um texto bem interessante para aqueles que trabalham com Gestão de Produtos e com experiência do usuário em produtos web.

Recomendo fortemente a leitura:

- Sites que Vendem

E se quiser debater sobre o tema, fiquem a vontade, tanto nos comentários deste Blog, quanto no próprio Blog de Experiência do Usuário da Locaweb!

Como realizar uma Análise dos Concorrentes

Preparar uma Análise dos Concorrentes é uma atividade que todo Gerente de Produtos terá que fazer em algum momento de seu trabalho. Como Gerentes de Produtos, ter um conhecimento sólido de nossos rivais e suas atividades no mercado nos ajuda a tomar decisões melhores durante a fase de planejamento estratégico do produto. Garante que estamos prontos para responder a altura aos nossos concorrentes e para explorar quaisquer fraquezas, de modo a ganhar uma fatia maior do bolo.

Uma distinção importante a se fazer antes de começarmos é que Análise de Concorrentes não é Comparação de Produtos. Embora possamos mencionar os tipos de produtos vendidos, não devemos incluir uma descrição detalhada das funcionalidades de um produto numa Análise de Concorrentes. Em sua essência, uma Análise de Concorrentes é um documento que avalia as forças e fraquezas de seus rivais.

Então, como começamos uma Análise dos Concorrentes?

1º Passo: crie uma lista de seus competidores diretos

Por competidor direto entenda qualquer empresa que venda um produto ou serviço idêntico ou muito similar para o mesmo público-alvo que sua organização. Por exemplo, se sua empresa vende serviços de TV a cabo, você deve listar apenas seus concorrentes que oferecem um serviço similar, e que seus clientes também poderiam comprar. Se o serviço de seu competidor não atinge a mesma base geográfica, pode não fazer sentido incluir este competidor em sua análise. A oferta de produtos deste competidor, no entanto, pode ser interessante e pode merecer ser incluída numa documentação sobre Comparação de Produtos.

Se há muitos concorrentes em seu mercado, escolha aqueles que você acredita serem as maiores ameaças para sua organização.

2º Passo: Pesquise

A não ser que você tenha orçamento para conduzir uma pesquisa formal, é melhor utilizar recursos como artigos e notícias, jornais da indústria, relatórios de analistas, o site da empresa, marketing colateral, relatórios da empresa e assim por diante. Você pode fazer uma busca geral em blogs para saber o que seus clientes e os demais acham da empresa e dos produtos que ela oferece. Eventos e feiras são ótimas oportunidades para coletar dados sobre seus competidores.

De acordo com Davidson (1997), em seu livro “Even More Offensive Marketing”, as fontes de informação podem ser agrupadas em três categorias:

  • Dados registrados: isto inclui informações publicadas, tais como um Relatório Anual da empresa
  • Dados observados: dados baseados em diversas fontes
  • Dados de oportunidade: dados qualitativos oriundos de conversas com fornecedores, ex-empregados ou comentários em blogs feitos por clientes.

Fonte: http://www.tutor2u.net/business/strategy/competitor_analysis.htm

Este é um método útil de categorizar dados e pode lhe ajudar a determinar se a informação é verdadeira ou falsa.

3º Passo: Crie uma simples tabela

Uma vez que você juntou seus dados, é melhor organizar a informação em forma de tabela. Considere as seguintes colunas nesta tabela:

  • Nome da Empresa
  • Descrição do Concorrente – descreva a empresa
  • Produto Concorrente – descreva o produto competidor, seu propósito e funcionalidades em alto nível.
  • Preço – liste o preço do produto competidor.
  • Descrição do Mercado-Alvo – descreva o mercado a que o produto concorrente se destina.
  • Forças Notáveis – descreva as principais forças da empresa.
  • Fraquezas Notáveis – descreva as principais fraquezas de negócio da empresa.
  • Estratégia de Mercado – descreva a estratégia de mercado da empresa. Uma estratégia de mercado é a forma com que uma empresa aborda o mercado (mercado de nicho, líder em preço, etc.)
  • Market Share – descreve a fatia de mercado que o produto concorrente tem em seu mercado alvo.
  • Volume de Vendas – descreve o volume de vendas que o produto concorrente gerou em seu mercado alvo.
  • Nível de Ameaça – descreve o nível de ameaça que a empresa concorrente impõe à sua empresa, no que diz respeito ao seu produto.

Aqui vai um exemplo de um template que você pode usar para coletar esta informação.

4º Passo: Análise dos Dados

O último passo na preparação de uma Análise de Concorrentes é a revisão e análise dos dados. O que estes dados estão dizendo? Seus competidores são uma ameaça ou sua organização é o maior concorrente do mercado? Seu produto está sozinho no mercado?

Mais importante, analise os dados frente a estratégia de sua empresa e seu produto, para saber onde sua empresa e seu produto estão perante a concorrência. Sua conclusão deve ser apresentada aos demais stakeholders, especialmente uma vez que você tenha definido quais serão os próximos passos. Por exemplo, você pode resolver modificar seu roadmap de produto como resultado da Análise de Concorrentes.

5o Passo: Mantenha os Dados

Por último, se tiver oportunidade, mantenha a análise que você fez a cada seis meses. Isto proverá você com uma perspectiva externa do mercado.


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