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O Espírito Indomável do Verdadeiro Gerente de Produtos

P: Em que um Gerente de Produtos se parece com a máquina de fotocópias do escritório?

R: Porque quando eles funcionam bem, ninguém percebe, mas quando algo dá errado, todos querem chutá-los.

Meus sinceros agradecimentos ao Mike por esta piada sobre Gerente de Produtos que ele me contou durante um dia particularmente desafiador no mundo da Gerência de Produtos de software, há alguns anos atrás. Também minhas sinceras desculpas a todos a quem acabo de ofender, junto com meu encorajamento para que se animem!

Infelizmente, a piada parece muito próxima da realidade para ser de fato agradável…

Gerentes de Produto são inadequadamente escolhidos para receberem a culpa por tudo que há de errado na organização, e por boa parte do que há de errado com o mundo. Baixa qualidade, queda de receita, falta de clientes, baixa visibilidade, excesso de competitividade, falhas no suporte, atrasos de planejamento e deficiências em processos são apenas algumas das críticas que sei que Gerentes de Produto sofreram ao cumprirem seu trabalho. Praticamente tudo exceto a responsabilidade pelo seqüestro de Lindbergh, e tenho certeza de que alguém acusará um Gerente de Produtos por isso em algum momento.

O que é mais notável para mim é a maneira com que verdadeiros Gerentes de Produto, com o Mike, lidam com a adversidade e com a desproporcionalidade na responsabilidade como mais um desafio a ser ultrapassado. Os Gerentes de Produto mais efetivos que já conheci possuem um espírito indomável e um prazer inerente nos desafios que vêm com o fato de serem responsáveis por tudo, com autoridade próxima de zero.

Face a face com um monte de vendedores nervosos ou clientes que você poderia jurar que estavam babando para pegar atrasos no planejamento, problemas na entrega ou na qualidade, o verdadeiro Gerente de Produtos deixa as pessoas desabafarem, entende a situação, propõe ações a serem tomadas, obtém concordância de todos sobre os próximos passos, planeja o próximo follow-up, e, prontamente diz “próximo!”, esperando o próximo nó a ser desatado, ou ainda se dirige para uma reunião com o time de desenvolvimento para ajudá-los a enxergar novamente os empecilhos que impedirão que as datas planejadas sejam seguidas.

Verdadeiros Gerentes de Produto ambicionam resolver problemas, trazer ordem para o caos, e construir entendimento em situações em que outros mortais prefeririam sair correndo. Eles interpretam seu papel e sua responsabilidade de maneira excessivamente ampla, às vezes em seu próprio detrimento. Eles operam firmemente em sua crença de que estão tocando seu próprio negócio, e são realmente responsáveis por ultrapassar cada obstáculo ao longo do caminho.

E quanto os negócios vão bem, as vendas alcançando novos recordes, deixando concorrentes para trás e vencendo perante os clientes, eles participam de jantares anuais de premiação, deixando que a área comercial brilhe com placas homenageando seu sucesso nas vendas. Isso não é justo, mas o Gerente de Produtos não liga. Eles têm um trabalho a fazer. Se não fizerem, quem o fará?

Conseqüências Inesperadas

No desenvolvimento de requisitos para um novo produto ou serviço, é comum serem criadas personas que definam o usuário e o comprador de seus produtos. Uma persona “Joe” pode ser um consultor de TI de 30 anos, que alterna entre diversas localidades de trabalho e se comunica pesadamente usando mensagens SMS e precisam de acesso móvel. O iPhone, da Apple, pode satisfazer estas necessidades. “Heather” pode ser uma professora de 40 anos de idade, com dois filhos, que se preocupa com o preço da gasolina e quer fazer diferença na manutenção do meio ambiente. O Toyota Prius pode ser uma boa escolha para ela.

Um problema com o uso de personas é você as utiliza para definir seu produto dentro de uma visão de um conjunto limitado de compradores ou usuários – o tipo de pessoa que você quer que compre ou use seu produto. Infelizmente, seu produto afeta mais do que apenas os usuários esperados.

Alguns dos principais argumentos de venda para os veículos híbridos é que eles utilizam menos gasolina, geram menos poluição e são mais silenciosos. Agora, estes mesmos fabricantes esta atualmente sob a mira da Federação Nacional Americana para os Cegos por serem silenciosos demais. Pessoas cegas dependem do barulho gerado pelos carros que passam para determina se há segurança para atravessar a rua.

“Estou acostumado a escutar sinais sonoros do ambiente e negociar de acordo. Não tinha imaginado que não havia nada que eu não poderia ouvir,” disse Deborah Kent Stein, presidente do Comitê para Segurança Automotiva e de Pedestres da Federação Nacional Americana para os Cegos. “Fizemos um teste, e descobri que, para meu espanto, que eu não podia ouvi-los”.

O teste – sabidamente não científico – envolveu pessoas paradas em locais de estacionamento ou calçadas, a quem se pediu para que sinalizassem quando ouvissem a diferentes modelos híbridos se aproximando.

“As pessoas fazem comentários como, ‘Quando vão começar o teste?’ – e na verdade o veículo já tinha feito duas ou três passagens por ele.”, disse Stein.

A Toyota está investigando a questão.

E se eu dissesse que tive um produto que, quando você usasse, as pessoas pensavam que você era esquizofrênico, e ficavam extremamente frustrados ao ter uma conversa com você? Não parece muito agradável, mas as pessoas usam este produto diariamente – fones sem fio com a tecnologia Bluetooth, para celulares. Quantas vezes você já disse umas três sentenças numa conversa para perceber que a pessoa não estava falando com você? Ou quantas vezes você já não viu alguém olhando vagamente para o espaço, aparentemente falando sozinhas, antes de perceber que elas estavam com um fone de ouvido?

Como Gerente de Produtos, como você pode antecipar quem são estes usuários que você afeta com seu produto, mesmo que você não esteja vendendo para eles? Parte é senso comum – você sabe o que seu produto causa ao meio ambiente, como rádio-freqüência, fumaça de cigarro, luz infravermelha ou poluição. Em muitos casos, há regulamentações que “pensam” por você. Para software, experts em usabilidade podem lhe ajudar a considerar os aspectos que tornarão seu produto mais usável por pessoas com surdez, cegas ou com outras deficiências. Um segmento geralmente esquecido são os homens daltônicos – estimativas dizem que 20% dos homens são daltônicos – trazendo conseqüências altamente inesperadas caso você dependa das cores. Um recurso de usabilidade que encontrei, especialmente útil , é o site de Jakob Nielson, Use It.

Você não tem como antecipar todas as conseqüências não intencionais possíveis. O teste real é como você e sua empresa reagirão aos problemas. Isso recai em questões maiores que a gerência de produtos, mas discuta isso com seu time executivo, especialmente para produtos ou serviços maiores e públicos. Se você concordou previamente que você tirará recursos de desenvolvimento da próxima grande tarefa para resolver as conseqüências inesperadas, isto irá economizar momentos críticos de negociação que você teria que alocar fora do planejamento.

Escolha suas promoções pela efetividade, não por serem “legais”

Se você quer ser um mau Gerente de Produtos, assegure-se de fazer apenas aquele marketing “legal” e “viral” para transmitir sua mensagem. Você precisa destas “sacadas” promocionais excepcionais para atrair a atenção das pessoas. Dublês fazendo suas acrobacias, marketing de guerrilha, e campanhas sociais são as únicas maneiras de divulgar seu produto. Publicidade impressa, mala direta, feiras e exposições— estas técnicas de “mídia antiga” simplesmente não são apropriadas no mundo de hoje e qualquer gerente de marketing de produto consciente irá evitá-las a todo custo.

Se você quer ser um bom Gerente de Produtos, dedique seus esforços a campanhas promocionais que terão impacto em suas principais métricas de mercado. Embora haja diversas maneiras de atrair atenção para seu produto, bons Gerentes de Produto devem se focar em definir os fatores críticos de sucesso para as iniciativas de marketing e trabalham junto com o gerente de marketing de produtos para escolher as formas mais adequadas de alcançar esses objetivos. Em alguns casos, isso pode significar o uso de métodos promocionais novos e inovadores; em outros, isso pode significar que as abordagens mais tradicionais serão melhores.

Assim como em outras áreas da Gerência de Produtos, bons Gerentes de Produto focam em “o que” a campanha de marketing deve alcançar, e não “como” fazê-lo (Veja Take responsibility for what, not how) . Embora possa ser tentador ditar táticas específicas de marketing, estas decisões serão melhores se forem deixadas para o gerente de marketing de produtos. Como Gerente de Produtos, você deve, é claro, ser envolvido em algumas decisões principais, da mesma forma com o que você deve ser envolvido em decisões principais sobre o design, arquitetura e aspectos técnicos do produto. Entretanto, bons Gerentes de Produto asseguram-se de que os objetivos gerais e a estratégia são claros, para que os vários os membros da equipe, responsáveis por cada área (engenharia, marketing, etc.) tenham em mente o direcionamento e assim possam ter a liberdade de tomar decisões.

Mais do que gastar tempo tentando empurrar táticas de marketing, Gerentes de Produto podem ser mais efetivos – e ajudar seus gerentes de marketing de produtos para ser mais efetivos – focando nas métricas principais de performance. Ultimamente, tudo sobre a gerência de produtos e de marketing recai no problema de recursos limitados. Gerentes de Produto e gerentes de marketing de produtos devem focar nas iniciativas mais valiosas, dados os recursos disponíveis. Para tomar uma decisão sobre o que é mais valioso, gerentes precisam de métricas que permitam comparações. Você está tentando aumentar o número de vendas, ou a receita total? Você quer um grande número de clientes em potencial, ou um pequeno número de clientes praticamente certos? Você prefere que os visitantes assinem nossa newsletter, ou que eles entrem em contato conosco para maiores informações? Como você mede uma conversão? Qual o objetivo da campanha? Somente após responder a estas perguntas você poderá decidir o que lhe ajudará melhor a alcançar estes objetivos.

Embora possa ser desejável tentar novas abordagens para a promoção e publicidade, qualquer tática de marketing deve ser escolhida por seu benefício em relação ao seu custo, e sua efetividade geral. Bons Gerentes de Produto ajudam a definir objetivos de marketing e trabalham em conjunto com gerentes de marketing de produtos para determinar a melhor abordagem para atingir estes objetivos.

Esta é uma tradução do conteúdo escrito por Jeff Lash (http://www.jefflash.com/) no How To Be A Good Product Manager (http://www.goodproductmanager.com/)

O Valor do Cliente – para lembrar!

É mais barato manter um cliente existente do que conquistar um novo. Clientes satisfeitos são clientes mais leais.

Está mais fácil do que nunca espalhar para todos sobre uma má experiência do usuário.

Fonte: http://www.pragmaticmarketing.com/blogs/productmarketing/archive/2008/02/14/on-customer-service

Produtividade na Gestão de Produtos – Dica 1: Priorizando

Como Gerente de Produtos, você sempre terá mais trabalho a ser feito do que será possível de fazer. Entre o pensamento estratégico e a condução das atividades de alto nível relacionadas ao seu produto e o trabalho tático cotidiano necessário para o sucesso de seu produto, você deverá uma enorme lista de afazeres e montes de pedidos que não serão atendidos. Ivan Chalif publicou um post interessante sobre isso e o equilíbrio de vida em seu blog, Productologist.

O irônico é que quanto mais competente você for, mais pessoas irão solicitar seu tempo e sua ajuda. Se você for conhecido como a pessoa que pode fazer a melhor demonstração e responder às perguntas dos clientes extremamente bem, seu pessoal de vendas irá constantemente pedir que você os acompanhe em visitas a clientes. Se você for ágil em resolver problemas dos clientes, seu time de suporte técnico virá até você mais freqüentemente atrás de soluções criativas para seus problemas. E se você for bom em influenciar times multifuncionais, você será chamado para ser o mediador e liderar esforços que pouco tem a ver com o sucesso de seu produto.

Então, como você lida com tudo isso?

Usei o sistema de Franklin para priorizações nos últimos dez anos (embora nunca tenha tido um Franklin Planner desde que existem Palm Pilots ou Smartphones). Fiz o treinamento de um dia deste sistema, e foi extremamente útil. O objetivo do treinamento é não apenas lhe ajudar a ser mais produtivo, mas também reduzir DRAMATICAMENTE seu nível de stress.

O sistema é simples. Todo dia de manhã, antes de começar seu trabalho, pegue sua lista de afazeres e liste tudo que você consegue lembrar. Então, priorize cada tarefa como A, B ou C.

A = DEVO fazer hoje
B = Gostaria de fazer hoje
C = Não importante para hoje

Idealmente você quer ter cerca de 5 itens do tipo A e 8-10, no máximo, na lista B. A partir daí você designa prioridades a todos os itens A e B.

Assim você vai trabalhando de acordo com sua lista, começando do item A1. Gastar apenas alguns minutos fazendo este planejamento garantirá que você trabalhará no que é mais importante. Se você achar que suas prioridades estão sempre mudando, você pode fazer uma nova pausa por mais 10 minutos e reavaliar as prioridades, mas ainda assim você não se sentirá ansioso, ou culpado, por não trabalhar naquilo que é importante.

Há vários outros benefícios nesta abordagem:

  • No fim do dia, você pode olhar para trás e avaliar caso tenha conseguido realizar os itens da lista A. Isso é uma ótima maneira de verificar se você manteve o foco.
  • Se seu chefe insiste em colocar algo na sua lista de afazeres para este dia (e que chefe de Gerentes de Produto não faz isso?), você pode lhe mostrar quais as suas prioridades estimadas. Se seu chefe concordar que o que ele pede é mais importante do que algum outro item, você pode tirá-los da lista do tipo A.
  • Você pode incluir virtualmente qualquer coisa na lista C, assim você nunca se esquecerá de documentar boas idéias.Há vários outros métodos de organização que eu utilizado – cobrirei o tema novamente no futuro.

Há vários outros métodos de organização que eu utilizado – cobrirei o tema novamente no futuro.

Entenda Pesquisas Qualitativas Vs Pesquisa Qualitativas

Se você quer ser um mau Gerente de Produtos, confie apenas em pesquisas quantitativas. Negócios dizem respeito a números, e, afinal, este é o motivo pelo qual você aprendeu estatística na escola. Se você não pode provar algo demonstrando sua significância estatística, não deve ser algo confiável. Você nunca tomará uma decisão relativa a um produto utilizado por milhões de pessoas obtendo feedback de apenas algumas dezenas. O que as pessoas dizem não é tão importante quanto quantas pessoas o dizem.

Se você quer ser um bom Gerente de Produtos, utilize tanto métodos quantitativos quanto pesquisas qualitativas para ajudar na tomada de decisões. Números são bons, mas sozinhos não dizem tudo a respeito de um determinado assunto.

Pesquisas quantitativas são especialmente úteis no desenvolvimento de produtos como forma de confirmar descobertas feitas pelas pesquisas qualitativas. Por exemplo, você pode conduzir visitas a clientes ou pesquisas etnográficas e descobrir algumas necessidades não atendidas. Você pode então conduzir uma pesquisa com um número maior de clientes para confirmar seus achados e obter mais dados sobre aspectos específicos, tal como quão importante é a necessidade e o custo para o cliente de não ser capaz de resolver este problema.

Muitos Gerentes de Produto inexperientes têm pouco, ou nenhum, conhecimento em qualquer tipo de técnica de pesquisa de mercado.

Muitos Gerentes de Produto inexperientes têm pouco ou nenhum background em técnicas de pesquisa de mercado. Eles podem confiar apenas nas técnicas padrão – usualmente enquetes e focus groups – sempre que alguma pesquisa precise ser conduzida. Gerentes de Produto podem nem perceber que há outros métodos disponíveis ou podem não entender porque escolher um ou outro método.

Generalizando, pesquisa qualitativa geralmente é melhor para explorar, entender, e descobrir, enquanto a pesquisa quantitativa é geralmente melhor para confirmar e esclarecer.

Se você tenta descobrir aquelas necessidades não atendidas que os clientes não conseguem articular, não pense que uma pesquisa que peça aos entrevistados que dêem uma nota de 0 a 10 irá trazer qualquer insight. No entanto, este método fará sentido se você tiver uma boa idéia sobre as prioridades para as funcionalidades você quer obter confirmação de uma amostra maior de pessoas.

De forma similar, se você quer determinar se existe mercado para uma nova idéia de produto e se os consumidores estão dispostos a pagar por este produto, um único focus group com seis participantes não irá trazer a resposta de que você precisa. Por outro lado, esta seria uma abordagem útil caso você precise entender questões, preferências e fatores que poderiam lhe ajudar a definir uma possível solução.

Gerentes de Produto não precisam necessariamente ser experts em conduzir pesquisas qualitativas e quantitativas, embora alguma experiência certamente seja útil. Mais importante, no entanto, é que Gerentes de Produto entendam os fundamentos dos dois tipos de pesquisa, suas aplicações e suas limitações.

Há várias boas fontes de pesquisa sobre métodos de pesquisa qualitativa; aqui vão duas recomendações:

Observing the User Experience: A Practitioner’s Guide to User Research de Mike Kuniavsky. Este é um guia fantástico para uma grande variedade de diferentes técnicas de pesquisa, especialmente úteis para a web, para softwares e produtos de tecnologia. É suficientemente detalhado para ser usado como um guia de aprendizado, embora escrito de maneira suficientemente sucinta para servir como guia de referência rápida. (Para ser correto, é importante notar que este livro foi publicado por uma divisão da Morgan Kaufmann, que é uma editar de meu empregador, Elsevier. No entanto, não tenho nenhuma ligação especifica organizacional ou financeira com este livro. Iria certamente recomendá-lo mesmo que fosse de outra editor, ou se eu não trabalhasse na Elsevier.)

Qualitative Market Research: A Comprehensive Guide de Hy Mariampolski. Este livro traz uma excelente visao geral dos diferentes métodos, junto com orientacoes para aqueles que de fato estao conduzindo a pesquisa.

Bons Gerentes de Produto usarão estes e outros recursos para entender mais sobre os diferentes tipos de mercado e pesquisas de usuário parar que possam utilizar as técnicas corretas para as situações corretas.

Esta é uma tradução do conteúdo escrito por Jeff Lash (http://www.jefflash.com/) no How To Be A Good Product Manager (http://www.goodproductmanager.com/)

Página de Descrição / Informações de Produto Fraca

A página de detalhes de um produto, em qualquer site de varejo, é, indiscutivelmente, a mais importante de qualquer site de e-commerce. É esta página que deve replicar a substituir a resposta emocional que as pessoas têm com produtos em seu mundo físico e real. É a página que deve ser feita para nos encorajar a comprar o produto e, muito freqüentemente, o principal foco da jornada que é a tomada de decisão (a página que lista produtos é igualmente importante, já que não é garantido que as pessoas irão se aprofundar nos detalhes do produto).

Estive recentemente envolvido no design de um grande site de varejo e estive pesquisando bons exemplos de como outras pessoas lidaram com a página de informações detalhadas de produtos. Infelizmente, no entanto, descobri que a web está repleta de páginas deste tipo muito mal planejadas. Alguns problemas que se destacaram:

Uma forte dependência de descrições textuais – como consumidores, raramente entramos em lojas e lemos informações sobre um produto antes de comprá-lo. Muitas das páginas de detalhes de produtos são dominadas por blocos de texto. Obviamente são textos relevantes para alguns produtos técnicos, mas devemos lembrar que o fator emocional com o produto é tão importante quanto o objetivo funcional mais importante do consumidor.

Falta de apelo das imagens – Uma imagem vale mais que 1000 palavras e, ver um produto em seu contexto, talvez em um cenário de uso que seja significativo para seus usuários irá ajudá-los a ter uma conectividade emocional com o produto

Imagens “planas” dos produtos – Será sempre difícil replicar a experiência de ver e segurar o produto de fato na loja, mas visualizações interativas tridimensionais dos produtos estão cada vez mais sendo esperadas no mundo online e qualquer um deixando esta possibilidade em seu site estará perdendo oportunidades.

Falta de detalhes – Acho que é especialmente importante para determinados tipos de produtos. Quando você compra uma mochila numa loja, você sente a elasticidade, os compartimentos e a textura. No mundo online, uma melhora nas imagens ou na interatividade daria mais valor do que uma simples listagem de características

Hierarquia fraca da informação – Já vi exemplos em que descrições detalhadas do produto têm prioridade sobre o preço.

Indicação pobre de vendas cruzadas ou complementares – O principal objetivo de qualquer página de detalhes de produto é vender e promover o produto em questão. No entanto, vendas cruzadas e recomendações nesta página podem ser muito ponderosas ao indicarem acessórios que servem para o produto em questão, ou produtos alternativos. Vendas cruzadas e complementares não devem ser agrupadas e devem ser visivelmente distinguíveis na página, já que servem para propósitos totalmente distintos.


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