You are currently browsing the Guia do Gerente de Produtos 2.0 blog archives for December, 2007


Os Melhores Gerentes de Produto estão a caminho de serem os CEOs de amanhã

Mark Dance, em seu podcast (Are Great Product Managers Born or Made) afirma que a primeira regra para se contratar ótimos Gerentes de Produto é contratar profissionais que possam se tornar CEOs, pois Gerentes de Produto são os CEOs de amanhã, e os atuais CEOs de seus produtos. Adam Bullied, em seu blog Not Being CEO, revisa os aspectos em comum dos papéis de CEO e de Gerente de Produtos, e afirma que:

“As responsabilidades das duas funções possuem um grande intersecção. Em grande parte, na minha visão, é devido ao fato de ambas as posições terem ampla visibilidade na empresa, e o requisito de trabalhar com todos na empresa para ter seu trabalho feito.”

Mark Dance também compara o papel do CEO e o do Gerente de Produtos: os dois são estratégicos e operacionais, uma vez que:

#1. Criam valor para os clientes
#2. Capturam este valor e
#3. Protegem este valor

Os passos para sair da Gerência de Produtos e se tornar o CEO (Chief Executive Officer)

Barbara Tallent, que progrediu da Gerência de Produtos para ser a CEO após ser VP de alguns departamentos diz em seu blog (Product Manager to CEO in 10 short years):

“De certa forma, ser CEO não é diferente de ser Gerente de Produtos. Você é responsável por tudo e ainda assim há influências externas que não estão sob seu controle. Mas em alguns aspectos é bem diferente. Como Gerente de Produtos, você tem total responsabilidade, mas nenhuma autoridade e você ainda precisa envolver, persuadir e convencer as pessoas em fazer aquilo que é melhor para a empresa. Como CEO você tem um nível de autoridade que é facilmente mal entendido e mais facilmente mal utilizado. Mas você ainda deve chegar num consenso e fazer com que as pessoas se sintam como se fossem parte do processo de decisão. Assim, sob esta perspectiva, a gerência de produtos prepara bem para o papel de CEO.”

Barbara Tallent analisa sua carreira e dá quarto atributos que todo Gerente de Produtos precisa agarrar para se preparar para posições mais seniores dentro da organização:

#1. Comece a pensar como CEO – pense além do produto, do próximo sprint, das melhorias e correções de bugs. Pense sobre o posicionamento do produto e da empresa no mercado. Reúna as pessoas para falar sobre o roadmap do produto.

#2. Skills das pessoas: motivação, comunicação – contar para as pessoas por que produtos, funcionalidades, etc. São ou não são importantes. Ser capaz de liderar pessoas.

#3. Viva no mundo das vendas por um tempo – entenda o processo de vendas – melhore seus skills comerciais, pois o CEO está sempre vendendo, seja para clientes, para investidores ou para seus empregados.

#4. Aprenda o máximo possível sobre o levantamento de recursos e seu processo. CEOs, especialmente em start-ups precisarão levantar recursos. Também aprenda o que os venture capitalists procuram ao investir numa empresa.

Criando CEOs de dentro da empresa

Na edição de Novembro da Harvard Business Review, Joseph L. Bower dá alguns insights para aqueles que querem progredir para o nível de CEO. Este artigo ressalta que:

#1. Os CEOs mais bem sucedidos, em geral, são desenvolvidos dentro da própria empresa – mas conseguem ter uma perspectiva externa: existe a necessidade de se manter a parte das tradições e da ideologia internas para manter a objetividade de alguém de fora.

#2. Mantenha seu trabalho de forma a entregar no curto prazo pensando e planejando no longo prazo.

#3. Aproveite a oportunidade, caso surja, de dirigir uma unidade de negócios, um departamento, ou até mesmo um projeto arriscado que lhe de a oportunidade de ser responsável pelos lucros e prejuízos.

Atributos necessários para levar uma companhia adiante

Bower também lista quatro skills principais que um novo CEO precisa para guiar uma empresa e produzir os resultados que os diretores e acionistas esperam:

#1. Antecipar para onde o mundo e as empresas estão se direcionando e criar uma visão para posicionar a empresa de acordo com isso.

#2. Identificar e recrutar, caso se faça necessário, os talentos que poderão transformar a visão em realidade.

#3. Obter um entendimento real dos problemas que a empresa enfrenta.#4. Entender como a empresa de fato funciona – quem são as figuras-chave que fazem com que as coisas de fato aconteçam.

Independente de você ser um Gerente de Produtos que quer melhorar seus skills de gerencia de produtos ou se você esta buscando escalar na carreira corporativa – os conselhos e dicas que sumarizei neste texto se aplicam.

A última palavra de Tallent é de que “Há uma boa parcela de boa ‘sorte’ e de estar no lugar certo na hora certa, que vale para a carreira de qualquer um”, incluindo a dela própria, diz ela.

Acredito que a chave é estar sedento para alcançar seu máximo potencial, a cada passo de sua carreira, para que quando as oportunidades surgirem (tocar um projeto arriscado, assumir a responsabilidade por lucros e perdas de uma unidade de negócios ou se tornar CEO) você esteja preparado para assumir o desafio e aproveitar cada oportunidade.

Aceite e saiba lidar com produtos concorrentes

Se você quer ser um mau Gerente de Produtos, assuma que seus clientes não conhecem seus concorrentes. Eles podem nem saber que há alternativas para seu produto, assim, por que você deve mencionar que existe alguma? Se os potenciais clientes pensarem que é a única opção, então terão que usar o seu produto. Comparar seu produto com os concorrentes ou até mesmo mencioná-los dará a idéia aos clientes. Você não quer lembrá-los de que há alternativas, uma vez que quanto mais os clientes ouvirem sobre as alternativas, maior a probabilidade de que optem por elas.

Se você quer ser um bom Gerente de Produtos, perceba que seus clientes farão comparações entre seu produto e os demais. Você certamente não quer focar todo o desenvolvimento, nem todo o marketing de seu produto na concorrência. No entanto, quase sempre, seus potenciais clientes terão algumas opções para escolher, e você deverá reforçar aquilo em que seu produto é diferente (e melhor).

Dependendo de seu mercado e de como seu produto se posiciona, você pode escolher lidar com esta questão de maneiras diferentes. A escolha entre mencionar especificamente um produto concorrente, por exemplo, ou abordar a diferenciação, depende de seu posicionamento no mercado e dos atributos da concorrência.

Imagine que você está criando um MP3 Player portátil para competir com o iPod. Os potenciais clientes certamente já estarão familiarizados com o iPod, que, provavelmente, será sua primeira escolha por padrão. Seria inútil ignorar o fato de que o iPod existe ou assumir que seus potenciais clientes não o conhecem. Para concorrer com o produto dominante no mercado, é crucial para o seu sucesso se diferenciar do iPod. Quais são os problemas que o iPod não resolve e o seu produto resolve? Quais são os atributos únicos de seu produto que irão trazer valor para os clientes?

Seria um desperdício de esforços de marketing descrever o produto como “toca MP3s, sincroniza com seu computador e possui saída para headphone”, já que estas são características que os clientes já sabem e certamente já esperam de seu produto. Em vez disso, foque naquilo em que seu produto é distintamente diferente e que o consumidor considerará melhor que os concorrentes (“toca músicas compradas de qualquer loja online, permite gravação de alta qualidade”). Este posicionamento competitivo obviamente precisa estar presente nos seus esforços de desenvolvimento de produtos tanto quanto em seu marketing e promoção. Os fatores de diferenciação devem ser atributos que sejam importantes para o cliente, e, espera-se, melhores que os de seus concorrentes.

A maior parte dos posicionamentos competitivos cai nos extremos. Os produtos ou se recusam a tomar conhecimento de que há competidores e não endereçam fatores de diferenciação, ou focam toda sua energia em batalhar face-a-face com seu principal competidor. O desenvolvimento e marketing de produtos bem sucedidos estão em algum lugar no meio disso. Um bom Gerente de Produtos entenderá o cenário competitivo e terá ciência da concorrência sem estar exclusivamente focado nisso.
Seus clientes não são idiotas – eles sabem que possuem diversas opções, e seu produto é apenas uma delas. Aceite isso, trate seus clientes com respeito e claramente articule os fatores de diferenciação. Se você desenvolveu sua estratégia, fez sua pesquisa e desenvolveu seu produto adequadamente, os benefícios serão claros para seus consumidores.

Esta é uma tradução do conteúdo escrito por Jeff Lash (http://www.jefflash.com/) no How To Be A Good Product Manager (http://www.goodproductmanager.com/)

Ferramentas para Gerentes de Produto

Como Gerente de Produtos, você obviamente trabalha num ambiente em que precisa compatilhar dados e informações, estatísticas, tarefas, etc. com diversos stakeholders de seu produto: desenvolvedores, vendedores, suporte e até mesmo clientes, entre outros.

Muitos grupos de trabalho trocam centenas de e-mails até chegarem na versão final de um determinado documento, e cada pessoa fica com sua lista de tarefas em sua caixa de entrada de e-mails.

Um Wiki é uma ferramenta que facilita o compartilhamento e publicação de conteúdo, e aqui vai uma explicação em inglês que descreve o funcionamento de um Wiki de forma bastante didática, especialmente para leigos!

O que fazem Gerentes de Produto? O que esperar deles? E como não ficar sobrecarregado?

As respostas às duas primeiras perguntas do título deste artigo dependem muito da organização, de seu tamanho, de sua indústria e de seu próprio departamento de produtos.

Uma coisa certa, independentemente das características da empresa, é que pode haver sobrecarga no trabalho de Gerente de Produtos– uma visão compartilhada pelos comentários do pragmaticmarketing.com sobre o livro ‘Software Product Management Essentials’ de Alyssa.S Dver – uma boa leitura para todos os novos e futuros Gerentes de Produto.

Sobrecarga de trabalho é ruim para todos: para a empresa, para o produto e para o Gerente de Produtos. Então, como Gerente de Produtos, é fundamental entender o que seus stakeholders esperam de você, e compartilhar com eles o que você espera deles. É uma boa idéia mapear estas expectativas e identificar possíveis pontos de conflito. Zonas de conflito precisam ser resolvidas rapidamente, seja pelo seu gerente, seja pelas próprias pessoas envolvidas.

Estou em plena realização deste exercício: pedi feedback de todos os meus stakeholders: Marketing, Gerente de Desenvolvimento, donos do negocio, diretores executivos, etc. Seguem os primeiros resultados que já recebi:

Diretor Executivo

  • Deve ter compreensão clara da estratégia online de cada produto do portfólio.
  • Deve ter compreensão clara dos principais fatores de sucesso comercial de cada negócio online e o que é mais importante para cada um deles.
  • Deve ter relacionamento próximo com as pessoas-chave que conduzem nossos negócios online. E, através destes relacionamentos, tornar-se parte integral do negócio online que suporta.
  • Ser capaz de se comunicar de maneira clara e efetiva sobre assuntos técnicos e de desenvolvimento. Ser claro quando há confusão ou dúvidas.

Gerente de Desenvolvimento

  • Tem sempre uma visão positiva e assume a responsabilidade.
  • Comunica-se de forma proativa e aberta comigo, com seus colegas e com nossos stakeholders.
  • Levanta questões que afetam sua própria perfomance, a performance do grupo e a de nossos produtos.
  • Levanta riscos e potenciais estratégias de mitigação.
  • Sugere soluções a problemas.
  • Surge com novas idéias sobe como podemos melhorar nosso departamento e nossos produtos, e sobre como podemos incrementar a receita.
  • Toma a iniciativa para desenvolver seus skills e ajuda seus colegas a desenvolverem seus próprios skills.
  • Diverte-se com o trabalho!

Dono do Negócio (Responsável por Lucros e Prejuízos)

  • Deve ter entendimento profundo e conhecimento do produto que gerencia.
  • Deve ter conhecimento e empatia com os requisitos comerciais.
  • Deve ser capaz de identificar problemas e encontrar soluções antes que se tornem problemáticas.
  • Ser inovador – sugere novas soluções e abordagens que irão beneficiar o site e seus usuários.
  • Ser um “encontrador” de soluções.
  • Saber priorizar as questões principais.
  • Capaz de comunicar questões completar de maneira que pessoas não-técnicas podem compreender.
  • Agir como facilitador entre os departamentos comerciais e de TI.
  • Como mencionado na introdução, o que você faz como Gerente de Produtos e o que se espera de você depende de onde e do quê você trabalha.

As atividades típicas do Gerente de Produtos incluem:

  • Gerenciar da marca.
  • Ser o responsável pela lucratividade do produto.
  • Ser o especialista interno e externo do produto.
  • Gerar de vendas potenciais.
  • Escrever as especificações do produto e os requisitos de negócio.
  • Ser a ligação entre os times de vendas e de tecnologia.

..e a lista continua. O Silicon Valley Product Group produziu dois artigos sobre a função e os papéis do Gerente de Produtos: Titles, roles and responsibilities e Where should Product Management Live.

O ponto principal para qualquer novo ou potencial Gerente de Produtos é identificar o que se espera de você, que você espera dos outros e então a resolução das áreas de conflito.

O Papel do Gerente de Produtos na Metodologia Ágil Scrum

O Scrum identifica três papéis principais:

#1 A equipe – responde pelo backlog do sprint e é responsável pro estimar funcionalidades e cumprir o compromisso assumido nas reuniões de planejamento de sprint.

#2 O “Product Owner” – é quem responde pelo backlog do produto e decide sobre as funcionalidades do produto.

#3 O “Scrum-Master” – é quem responde pelo backlog de impedimentos e é responsável por remover quaisquer obstáculos que impeçam o time de cumprir seus compromissos.

Então, qual o papel do Gerente de Produtos no Scrum?

Alyssa S. Dver escreve em seu livro “Software Product Management Essentials” que “o título do ‘Gerente de Produtos’ é vago… Algumas vezes o Gerente de Produtos é o proprietário do negócio. Algumas empresas vêem os Gerentes de Produto como a ligação entre Vendas e Engenharia, ajudando a definir e a refinar os requisitos do produto e suas especificações.”

Outras empresas usam os Gerentes de Produto como scrum-masters, além de serem a interface entre os stakeholders do lado de negócios e os stakeholders técnicos.

As empresas de software possuem stakeholders diferentes que são responsáveis por Lucros e Prejuízos (L/P), experiência do usuário, etc. Se este é o caso, então o Product Owner (quem senta do lado de negócios e é responsável por L/P e/ou experiência do usuário) deve ser a pessoa com responsabilidade de definir o produto e o Gerente de Produtos deve facilitar as discussões e decisões entre o time (stakeholders do lado técnico) e os Product Owners (stakeholders do lado de negócios).
Tendo a ver os diferentes papéis no scrum com a seguinte analogia, para ajudar a consolidar as linhas divisórias entre cada um.

#1 O Time – é a banda de rock – as pessoas pagam para assistir aos seus shows e para ouvir suas músicas

#2 O “Product Owner” – são os fãs, que pagam para assistir aos shows, pagam pela música, e, portanto, em ultima instancia, são os que decidem quais musicas são populares e que músicas a banda deve tocar.

# 3 O “Scrum-Master” – é o produtor da banda – protege a banda de fãs mais entusiasmados, assegura-se de que não haverá excessos, reserva os equipamentos necessários e garante que a banda chegará na hora.

Assim, se você é Gerente de Produtos em uma empresa que está implementando o Scrum, você precisa se perguntar se seu trabalho é determinar que músicas serão tocadas ou se é garantir que os músicos toquem a música certa. Esta resposta dirá se você é o Product Owner ou o Scrum Master, ou talvez o “representante” do Product Owner de fato.

Obtenha concordância nos objetivos, não nas funcionalidades

Se você quer ser um mau Gerente de Produtos, tente fazer com que todos concordem a respeito das funcionalidades. Deveria ser fácil obter a concordância de todos os stakeholders sobre quais funcionalidades o produto deve ter. Se você não consegue fazê-los chegarem a um acordo, como poderá ter o suporte deles para tudo o que fizer? Certamente, todos têm idéias bastante diferentes sobre o que produto deve incluir, mas não deveria ser difícil chegar num acordo após uma ou duas reuniões. É seu trabalho como Gerente de Produtos assegurar-se de que todos estão de acordo com as coisas que você esta adicionando ao produto.

Se você quer ser um bom Gerente de Produtos, faça todos concordarem com os objetivos. Mesmo com apenas algumas pessoas diferentes envolvidas na criação de um produto, sempre haverá visões divergentes a respeito daquilo que o produto deve incluir. Cada pessoa terá, provavelmente, sua funcionalidade favorita que gostaria de ver incluída. Seus desejos podem ter razões legítimas, tal como um representante do suporte técnico defendendo uma mudança que reduziria chamados desnecessários ao suporte, ou um gerente de desenvolvimento de negócios pleiteando funcionalidades que lhe ajudariam a obter acordos comerciais com parceiros. No entanto, normalmente, funcionalidades são solicitadas por razões legítimas, tais como um desenvolvedor querendo implementar alguma nova tecnologia, ou o marketing solicitando alguma funcionalidade só porque um concorrente tem.

Será praticamente impossível incluir a todas as solicitações no produto final devido às restrições de tempo e recursos. Mesmo que não fosse, isso provavelmente deixaria o produto sobrecarregado de funcionalidades desnecessárias e foco disperso.

Da mesma maneira, obter concordância de todos os seus stakeholders sobre funcionalidades é virtualmente impossível, e, mesmo que não o fosse, isso requereria um grande esforço. Gerentes de Produto – e não um comitê com dezenas de pessoas – são responsáveis por definir o que vai no produto. Se um gerente de Produtos apenas prioriza os votos dos outros, que valor estaria agregando?

Estes problemas podem ser evitados ao se obter concordância em relação à visão, estratégia e metas do produto. Isto pode ser desafiador, uma vez que os stakeholders que estão familiarizados apenas com o envio de requisições podem resistir a esta mudança. Uma maneira de fazer a transição é que os Gerentes de Produtos gastem tempo com os outros para entender os objetivos que estão por trás de suas solicitações.

Por exemplo, um vendedor que sempre pede por suporte ao padrão 802.11g não está mencionado que é seu desejo pessoal que o produto suporte este protocolo. Possivelmente porque ele está recebendo pedidos de clientes por esta tecnologia ou porque potencialmente geraria várias vendas por ser oferecido nos produtos concorrentes. Em vez de simplesmente adicionar esta funcionalidade na sua lista de melhorias futuras, use isso como oportunidade para esclarecer os objetivos – sejam eles ligados ao market share, receita, número de clientes, tipo de consumidores ou ates mesmo a outras funcionalidades. Talvez ele esteja perdendo vendas por estar focando em clientes fora de seu nicho de mercado, e estes no mercado-alvo não querem o suporte ao 802.11g. Talvez sua meta para o próximo ano seja melhorar o tempo de vida da bateria e incluir suporte a esta tecnologia agora iria bater de frente com este objetivo. Garantir que você e o vendedor e todos os demais stakeholders estejam de acordo nos objetivos tornará mais fácil que você tome a decisão de definir se suportar o 802.11g ajudará a atingir estes objetivos ou se os esforços devem ser investidos em outra coisa.

Um benefício adicional de focar nas metas e objetivos mais que nas funcionalidades é que isso mostrará aos stakeholders que você tem um forte comando sobre a direção do produto e de que o produto está em boas mãos. É mais provável que os stakeholders solicitem funcionalidades específicas quando não estão confiantes na gerência do produto. Mostrar-lhes que você é capaz de gerenciar bem o produto, definindo e alinhando a visão e a estratégia irá aumentar a confiança dos outros em você e em sua capacidade de ser um Gerente de Produtos bem sucedido, permitindo você a dedicar mais tempo em colher idéias dos outros ao invés de fazer todos concordarem com estas idéias.

Esta é uma tradução do conteúdo escrito por Jeff Lash (http://www.jefflash.com/) no How To Be A Good Product Manager (http://www.goodproductmanager.com/)

Dando vida ao processo de design

Seguindo a linha da geração YouTube e o uso de vídeos criativos como meio de comunicação, Gerentes de Produto devem considerar o uso de vídeos durante o desenvolvimento de suas personas.

Em vez de usar textos e imagens estáticas no papel para descrever a persona primária de um novo produto, o vídeo é um excelente mecanismo de estimular a reflexão e a discussão durante o processo de desenvolvimento. Vídeos provêem dicas visuais sobre sua persona primária e a vida cotidiana que ela leva. O componente auditivo lhe envolve na experiência e serve para melhorar o entendimento geral dos objetivos e necessidades de sua persona. Criar personas em vídeo provê uma experiência mais próxima da “vida real”, de “sentir-se na pele” do usuário final.

Um video é uma ótima maneira de ilustrar a desenvolvedores e engenheiros, durante aqueles longos “workshop de desenvolvimento de produtos”, o ambiente em que o produto é consumido e, mais importante, como este produto pode ser utilizado. Ir um pouco além e transformar uma persona “de papel” em uma persona “em vídeo” não deve ser uma tarefa onerosa, dada toda a tecnologia a que temos acesso hoje em dia.

Então, o que é uma Persona?

Uma persona é uma pessoa fictícia, mas representa o usuário típico de um serviço ou produto. O termo foi criado por Alan Cooper nos anos 80. A técnica de criar uma persona como forma de pensar como usuários finais de um produto foi desenvolvida na indústria do software.

Por que usar uma Persona?

Simples. Ajuda você a pensar como seu usuário final. Você possivelmente entenderá melhor alguns traços e características do usuário final, você tomará decisões melhores durante os processos de design e desenvolvimento.

Gerentes de Produto que nunca utilizaram personas devem considerar utilizá-las para guiá-los durante o processo de geração de requisitos do produto.

Para uma maior compreensão do uso de personas, recomendo o que o texto de Rashmi Sinha.


Switch to our mobile site